Euroresinas de Sines entra greve a partir de dia 27

Os trabalhadores do sector de produção da Euroresinas, uma fábrica do Grupo Sonae, no complexo industrial de Sines, vão fazer greve ao trabalho suplementar a partir de 27 de Outubro, num protesto convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Química.

«O objectivo é levar a administração da Euroresinas, a melhorar a organização do trabalho, de modo a evitar as sobrecargas e salvaguardar a segurança e saúde dos trabalhadores», avançou um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas (SINQUIFA).

O sindicalista Jorge Magrinho lembra que no início de Outubro estes trabalhadores protestaram em frente às instalações da unidade fabril, por alegadas pressões da empresa para que operadores de sala passem a desempenhar funções de portaria. «A empresa continua a insistir nessa medida e só nos tem dado razão: os trabalhadores fazem falta na sala de controlo», assegurou o dirigente sindical, também trabalhador na empresa, que emprega ao todo 71 funcionários, dos quais 30 estão afectos ao sector de produção.

Segundo avança Jorge Magrinho, a formação para a alteração de funções dos trabalhadores em questão «teve início hoje», tem «duração prevista de um mês» e tem havido simultaneamente «um aumento do trabalho suplementar». «A empresa informou que durante um mês vão ter formação na portaria e depois é suspenso o contrato com a empresa de segurança», que, conforme explicou, tem vindo a assegurar o serviço de portaria e de vigilância.

«Estamos à espera que a empresa se sente à mesa connosco e tente chegar a um consenso, que veja que com estas medidas as coisas não funcionam e que chegue a uma resolução connosco», concluiu, explicando o objectivo da greve que se inicia à meia-noite de 27 de Outubro e continuará por tempo indeterminado.