Universidades avaliam risco sísmico no Seixal

Uma equipa de duas universidades arrancou, esta semana, com uma pesquisa nas zonas urbanas antigas do Seixal para avaliar o risco sísmico do concelho.De acordo com a autarquia, promotora deste levantamento, o estudo pretende fazer uma de avaliação do grau de risco sísmico e de incêndios nos edifícios nos núcleos urbanos antigos.

 

Sexta, 19/02/2010 - 13:17

O primeiro passo está a ser dado na sede de concelho, com o núcleo urbano do Seixal a ser observado ‘à lupa’ desde o início da semana. O executivo liderado pelo comunista Alfredo Monteiro adianta que este estudo tem como objectivo «prevenir e reduzir o impacto de eventuais sinistros, no que diz respeito a perdas de pessoas e bens», pelo que está a ser realizado por uma equipa de investigadores das universidades de Coimbra e de Aveiro.

Os especialistas pretendem aprofundar dados sobre a vulnerabilidade e risco sísmico dos edificados dos centros urbanos antigos e, por outro lado, saber da vulnerabilidade à deflagração e propagação de incêndios nesses mesmos centros urbanos.

O levantamento, que deverá prolongar-se até final de Maio, é promovido no âmbito da futura elaboração do Plano Especial de Emergência para os Núcleos Urbanos Antigos do Município do Seixal.

O risco sísmico na margem sul do Tejo tem, de resto, sido alvo de preocupação por parte das autoridades de protecção civil, tendo, em meados do ano passado, avançado a elaboração de um Plano de Emergência de Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Concelhos Limítrofes (CL). O plano prevê o planeamento do socorro às populações em caso de sismos de magnitude elevada e encontrar alternativas para o comando de operações para que não haja interrupção no socorro.

O documento, que está a ser elaborado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), baseou-se na falha sísmica do Vale Interior do Tejo, situada em Vila Franca de Xira. Esta falha foi epicentro do terramoto de 1755 e que destruiu a capital portuguesa e afectou com gravidade algumas zonas do distrito de Setúbal.

 

Por iMais

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