Traçado ferroviário Sines-Ermidas ganha peso junto do Governo

A anulação do traçado ferroviário Sines-Grândola proposto pela REFER foi recebida com satisfação pelos presidentes das autarquias do litoral alentejano. O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) e presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, assume esta medida como uma «grande vitória» para a região.

Quinta, 21/01/2010 - 12:53

«É o fim de um pesadelo e uma grande vitória para a população do litoral alentejano, uma vitória dos autarcas, da Associação de Defesa do Montado e de todas as entidades e técnicos que estiveram envolvidas no processo», afirma ao iMais Carlos Beato, satisfeito com o rumo de um processo que considera da «maior importância» para o desenvolvimento «da região e do país».

No encontro com o secretário de Estado dos Transportes, o presidente da CIMAL, Carlos Beato, e o presidente da Assembleia Intermunicipal, Alexandre Rosa, receberam «não só a garantia de que o traçado é anulado, como nos foi assegurado que o Governo vai estudar alternativas», aproveitando o corredor Sines-Ermidas. Para o estudo das alternativas ao traçado Sines-Grândola, o Governo pretende também ouvir os autarcas do litoral alentejano.

O edil de Grândola (PS), que no ano passado chegou a afirmar publicamente que «só por cima» do seu cadáver se construiria o traçado Sines-Grândola, por considerar que o projecto «retalha o concelho e aldeias e passa por cima de casas», deixa uma palavra de consideração à nova equipa governamental. «É da maior justiça reconhecer a atitude dos novos ministro e secretário de Estado» relativamente ao problema denunciado pelos autarcas e associações locais, afirma. «Isto só prova que vale a pena lutar por causas justas», garante Carlos Beato.

Os autarcas dos concelhos de Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola, Sines e Odemira estão agora crentes de que o Governo vai encontrar alternativas ao traçado proposto pela REFER «tendo em conta os impactos ambientais, económicos e sociais» que a anterior opção comportaria. Em cima da mesa poderá estar agora um estudo para o aproveitamento do corredor em torno do ramal Sines-Ermidas, precisamente a opção defendida pelos autarcas da região, tendo em conta que «é uma solução ambientalmente correcta, não tem impactos negativos no território e fica ainda mais barata que a que tinha sido proposta», garante.

O troço ferroviário em estudo faz parte da ligação ferroviária Sines-Elvas, dedicada ao transporte de mercadorias, pelo que é considerada uma infra-estrutura determinante para o «reforço da competitividade do porto de Sines e para o desenvolvimento do Alentejo litoral».

 

Por iMais

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