CITRI nega recepção de resíduos ilegais em Setúbal

A administração do CITRI Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Industriais, instalada em Setúbal, nega que tenham sido recepcionados quaisquer resíduos do Grupo IV, justificando que isso seria «impossível», porque são resíduos «de incineração obrigatória». A empresa reage assim à pergunta enviada pela deputada de "Os Verdes", Heloísa Apolónia, ao Ministério do Ambiente, que levanta questões sobre o tipo de resíduos recebidos no centro e a segurança em caso de incêndio.

Quinta, 02/04/2009 - 23:00

O CITRI confirma sim a recepção de resíduos do Grupo III, «seguidos de uma trituração e uma compactação e, como tal, equiparados a resíduos urbanos, de acordo com a legislação que lhes é aplicada e provenientes de unidades de tratamento licenciadas para o efeito». A pergunta de Heloísa Apolónia relata um incêndio ocorrido nas instalações em 2008, em que «um corpo interno combateu as chamas sem qualquer equipamento próprio» e em que alegadamente foi impedida a entrada dos Bombeiros Sapadores. Sobre este assunto, a administração do CITRI assegura que o pessoal «possui a formação e o equipamento adequados para combater um incêndio com estas características, sendo inclusivamente esta formação ministrada pelos Bombeiros Sapadores de Setúbal». Nesse incêndio em concreto, esclarece que «os bombeiros, alertados pela Portucel, apresentaram-se no CITRI». A administração admite contudo um «erro de protocolo», já que na altura em que o comandante dos Sapadores chegou «o corpo operacional dos bombeiros já se encontrava dentro das instalações, tendo-se verificado um impasse que retardou apenas a sua entrada». Na sequência deste acontecimento, «foram revistos alguns procedimentos e melhorado o sistema de vigilância das instalações», conclui

Por Cristina Isabel Pereiraenviar

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